quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ou nos apossamos da tecnologia para uso social ou seremos meros consumidores

"Se o homem triunfa sobre a natureza através da técnica, do aperfeiçoamento tecnológico, aumentando seus poderes e opções, simultaneamente, ele aumenta, paralelamente, sua submissão às natureza, às fontes de energia e às propriedades dos corpos". Esse é, numa rápida citação, um dos temas de estudo do professor Álvaro Vieira Pinto, que foi mestre do nosso aclamado Paulo Freire.

O filósofo carioca define a técnica de forma aristotélica e antropológico-evolutiva, como a mediação essencial na dialética entre o homem e a natureza, através da produção da própria existência. 

Influenciado por Hegel e Marx, Pinto concebe uma tipologia dialética para situar a tecnologia em relação à natureza, à história e ao subdesenvolvimento. Refletindo sua participação no ISEB - Instituto Superior de Estudo Brasileiros, destaca a questão da ideologização da tecnologia, como essencial na dominação do centro sobre os demais países. O círculo de dominação seria rompido por uma necessidade histórica, ao mesmo tempo subjetiva e objetiva. 

Descubra mais sobre o professor Álvaro. Em tempos de tanta informação disponível em meios altamente tecnológicos, não é possível que vamos ficar consumindo apenas diversão, que até tem seu lugar, mas não pode ser tudo, ou pode?



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